Igreja de Nossa Senhora do Amparo

Na segunda metade do século XX, a paróquia de Carnaxide cresceu imenso, vendo diminuir o seu território e aumentar a sua população.
Em 1995 nasce a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, co-paroquial de São Romão, ou seja, com os mesmos direitos da Igreja matriz.


A partir dessa altura a Igreja de São Romão ficou apenas com a celebração de alguns casamentos e batismos, pois a vida da paróquia passou a funcionar nas instalações da nova Igreja, no Centro Cívico de Carnaxide.
Em 2010, a Igreja de Nossa Senhora começou a acolher a festa em honra de Nossa Senhora do Amparo, ex-voto de 1810,

5 de Abril.


Juntamente com a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, em 1996, nasce o Centro Social Paroquial, com gestão independente, mas em instalações partilhadas.

Igreja de São Romão

A Igreja de São Romão de Carnaxide nasce da visita do senhor Arcebispo de Lisboa, D. Luís de Sousa em 1676, mas só em  1694 é que termina, com a construção da sacristia. 


Em 1752, o papa Bento XIV concedeu a bula pela qual concede a indulgência plenária a quem visite a paróquia no domingo do Rosário.
 

Com o terramoto em 1755 grande parte da Igreja foi destruída. A 5 de Abril de 1810, por despacho, o padre Sebastião Henriques instituiu a solenidade em honra de Nossa Senhora do Amparo. 
 

Em 1782, D.ª Maria I manda fazer todas as portas interiores e exteriores, laterais e principais da Igreja, todas de madeira, que ainda hoje permanecem.
 

Grande parte das alfaias de Nossa Senhora do Amparo foram dádivas da infanta e princesa, depois rainha e imperatriz, D.ª Carlota Joaquina, que por suas próprias mãos bordou um fato completo para a imagem de Nossa Senhora.
 

Em 1970, o padre Francisco dos Santos Costa manda construir a Torre Sineira do lado nascente e as duas imagens que estão nos nichos da fachada da Igreja.
 

Em 1986, nasce o grupo das Vicentinas Femininas de Carnaxide, o primeiro grupo social oficial da Paróquia.

Atualmente, a Igreja é também sede do Agrupamento de Escuteiros 908 Carnaxide.

Santuário de Nossa Senhora da Rocha

Numa das suas brincadeiras, uns meninos de Carnaxide quiseram apanhar um coelho, e, para isso, desobstruíram um buraco que constataram tratar-se, à medida que iam entrando, de uma gruta funerária com vestígios de ossadas humanas onde encontraram, três dias depois, a 31 de Maio de 1822, uma pequenina Imagem reconhecida como sendo de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, a que o povo acrescentou «da Rocha», por referência ao local.


A descoberta foi rapidamente divulgada e muita gente acorreu a ver a tal gruta e a prestar culto à Imagem encontrada. O rei D. João VI, por achar o lugar menos próprio para nele se efetuar o culto público à Imagem, mandou trasladar a mesma para a Sé Patriarcal de Lisboa, ainda nesse mesmo ano, onde se manteve durante 61 anos.


Tomás Ribeiro, homem de muita fé e influência na vida pública, ao passar umas férias de Verão em Carnaxide, tomou conhecimento da tristeza do povo por lhe terem levado a Milagrosa Imagem de Nossa Senhora. Com os seus esforços, conseguiu devolver a Imagem ao povo desta zona, tendo ocorrido a sua trasladação da Sé Patriarcal de Lisboa para a Igreja Paroquial de São Romão de Carnaxide em 1883, onde veio a permanecer durante 10 anos até à conclusão da construção do Santuário.


O santuário, cujo projecto é da autoria do arquitecto José da Costa Sequeira (sobrinho do grande pintor Domingos António de Sequeira), foi edificado entre 1830 e 1892, tendo sido inaugurado em 1893 - tem capacidade para 150 pessoas sentadas.
Finalmente, em 1893, concluiu-se a construção do Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Rocha (o altar-mor situa-se por cima da gruta onde foi encontrada a Imagem), tendo sido para aí trasladada definitivamente a Imagem, numa cerimónia religiosa imponente, que contou com a presença da rainha D.ª Amélia, dos príncipes D. Luís Filipe e D. Manuel, do Dr. Hintze Ribeiro (Presidente do Conselho) e de outras entidades de relevo.

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